Citação de: Gabito Nunes, prestações de saudade.
Dizem que tudo na vida tem dois lados. Um bom e outro ruim. Depende nos olhos de quem está a pimenta. Mas se tem algo realmente ambíguo para uma única alma é um troço chamado saudade. Com ou sem pimenta nos olhos. O dito popular é quem melhor traduz a dualidade de uma saudade quando diz que esta é a maior prova de que o amor valeu a pena. Então sentir a falta é bom. E ruim. Em todos os pontos de vista. Vai entender… Saudade é amar um passado que nos machuca no presente. É uma felicidade retardada. É deitar na rede e ficar lembrando das ardentes reconciliações depois de brigas homéricas por motivos desimportantes. Sente-se falta de detalhes, como uma toalha no chão, dias chuvosos, da cor dos olhos. A saudade só não mata porque tem o prazer da tortura. Saudade é o amor que não foi embora ainda, embora o amado já o tenha feito. Ter saudade é imaginar onde deve estar agora, se ainda gosta de vinho bordeaux, se chorou com a derrota do Grêmio no campeonato nacional, se tem tratado aquela amigdalite. E quando a saudade não cabe mais no peito, se materializa e transborda pelos olhos. Sentir saudade é ter a ausência sempre do seu lado. É mudar radicalmente a rotina, comer mais salada e menos sorvete, frequentar lugares esquisitos, ter dias mais compridos, ter tempo para os amigos, para o vizinho e para a iguana do vizinho. A saudade é a inconfortável expectativa de um reencontro. Às vezes a saudade é tão grande que nem é mais um sentimento. A gente é saudade. É viver para encontrar o olhar da pessoa em cada improvável esquina, confundir cabelos, bocas e perfumes, sorrir com os lábios tendo o coração sufocado. Porque mesmo a saudade sendo feita para doer, às vezes percebemos que ela é o meio mais eficaz de enxergar o quanto amamos alguém, no passado ou no presente. Por que a saudade é o muro de Berlim desmoronado no chão, capaz de agregar opostos, como a tristeza e a felicidade em uma coisa híbrida. Se você tem saudade é sinal que teve na vida momentos de alegria com ela ou ele! No fim das contas, a saudade que agora lhe maltrata nada mais é que uma dívida sendo paga em longas 36 prestações pelo amor usufruído. Agora aguenta.
Citação de: Ryan Rocha.
Eu quero uma garota pra chamar de minha. Quero pra abraçar, mimar, sussurrar coisas lindas no ouvido dela, e cuidar dela. Dizer que a amo, quero sentir ciúmes dela, brigar por coisas bobas. Quero manda flores, escrever cartinhas, manda sms na madrugada, ou ligar pra deseja boa noite, tratar ela como se não existisse outra garota no mundo. Quero dizer toda hora o quando ela é linda e o quanto sou feliz por esta ao lado dela. E quer saber? Quero pra casar, ter filhos, quero faze-la feliz. E, acorda ao lado dela na manhã seguinte, depois de uma longa noite de amor.
Citação de: Cabana dos Sonhos.
E só a sua voz pode acabar com o meu silêncio. Só seus olhos podem prender os meus. Só sua boca pode encostar na minha. Só seu corpo pode se juntar ao meu. É só você.
Citação de: Tyler Bazz.
Ela já estava sentada na cama, de calcinha, uma camiseta minha e a energia de quem tinha dormido bem, enquanto eu ouvia acordando, aumentando aos poucos minha participação. Falou de um filme cujo nome nos tinha escapado na noite anterior, que entrou na conversa pela trilha sonora e saiu pelo desconhecimento, provavelmente. Usou o gancho de certa cena do filme para dizer: “Sabe, às vezes eu tenho medo que a vida esteja passando por mim sem eu perceber, que eu não esteja vivendo tudo completamente. Eu quero sorver o mundo em doses grandes, quero me lambuzar dele, renovar os pulmões a cada respiração, ver tudo com novos olhos a cada dia!” “Hm, sei. Acho que não vai rolar,” respondi, percebendo um segundo depois que eu poderia não ter dito nada. Não que eu não goste de discussões existenciais. Eu só não consigo tê-las decentemente quando acordo. “Por que não vai rolar?” Eu realmente deveria ter ficado quieto. “Você não vai renovar os pulmões levantando pra fumar às oito da manhã,” eu juro que disse isso para descontrair, já que eu tinha levantado para fumar às nove e também adoraria renovar os pulmões, mas o olhar que recebi de volta não foi exatamente descontraído. Pelo menos pensei rápido o bastante para me impedir de dizer que ela falava como um power point encaminhado por uma tia-avó. Sorver o mundo? Sério? “Mas principalmente-” “Eu tô louca pra ouvir esse principalmente.” Ela ia levar tudo muito mais a sério do que eu queria. “Principalmente porque você não parece ser o tipo de pessoa que se deixa levar. Ontem, olha só, você resolveu vir passar a noite aqui, com um cara que você tinha conhecido poucas horas antes no bar, amigo de um amigo, avisando antes que isso não era garantia de sexo, mas que a conversa estava muito boa pra terminar - legal, gostei, mesmo. Mas no caminho pra cá você fez questão de passar na sua casa pra pegar pijama e escova de dentes. Você quer viver a vida ao máximo, aproveitar cada oportunidade… às vezes, pra isso, você tem que usar a escova de outra pessoa, dormir sem escovar os dentes, ou escovar com pasta no dedo. Você fazia isso quando tinha doze anos, por que não fazer aos trinta?” “Eu tenho vinte e seis!” “Sério?! Enfim… o que eu quero dizer é que fica difícil fazer tudo o que você diz sem antes se soltar um pouco, se livrar de algumas coisas simples.” “Você fala como se fosse muito diferente. Você mesmo disse que já atravessou a cidade às cinco da manhã pra dormir na sua cama.” “Eu sou assim também, eu sei. Mas foi você que entrou nesse assunto, toda comer rezar amar.” Sonolento, cansado, mas sempre pronto para agir feito idiota. “E você era muito mais legal ontem à noite, de certo só queria me comer mesmo.” “Nada, eu gostei de você. É que eu fico meio de mau humor pela manhã.” “Pode parar então. Já é meio-dia e meia.” “Nesse caso,” levantei, com um sorriso que derreteria o mais duro dos corações, “vamos sair pra tomar um café e comer algo.” Não rolou. Ela se vestiu e foi embora, sem dizer mais nada.
Amei o tumblr, e como vi você divulga-lo, estou seguindo, segue de volta ?
Pergunta de: amortrolador
Obrigada, meu amor! Claro, vou seguir de volta agora mesmo.
Citação de: - Maylane Soares (via v0ceeumapartedemim)
Cara se tu ainda ama ela. Liga pra ela… Liga pra ela por que ela não tá nada bem sem você, liga pra ela por que ela tá louca pra ouvir tua voz, liga pra ela por que aposto que ela está exatamente agora, com o celular na mão, esperando por uma ligação tua […] Cara liga pra ela por que o tempo voa e uma hora ela vai cansar de ficar te esperando, apesar de te amar, uma hora ela vai cansar de viver tão presa a você,ainda tá esperando o que? liga pra ela cara, existe vários querendo está no seu lugar. Liga pra ela e
eu aposto que no primeiro “tuu” ela vai atender. Sabe…Por mais que você demore sinceramente, ela ainda vai está te
esperando, por que quando agente ama, espera, confia, liga, cuida há quando agente ama é pra vida toda.
eu aposto que no primeiro “tuu” ela vai atender. Sabe…Por mais que você demore sinceramente, ela ainda vai está te
esperando, por que quando agente ama, espera, confia, liga, cuida há quando agente ama é pra vida toda.
Citação de: Desafagos.
Tudo é dor. Cada cor estampada no mundo é uma dor. Cada flor, cada espinho, cada verso e palavra. Não tem como escapar: a morte dói e a vida também. O barulho, o silêncio, a paz e a guerra. Tudo sangra e todos sentem. E sentem muito. Poemas e mais poemas escritos com o peito imerso em tristeza ilustram o mundo. Um mundo mudo, onde tudo depende de tempo, mas o tempo não cura. Nem dor de amor, nem dor de nada.
Citação de: Robin and Stubb.
É foda, essa menina é um problema. Mas, é o meu problema. Porque querendo ou não, é a minha menina. A minha garota certa, a minha menina problema. Sabe qual é? Eu me amarro nela, cara.
Citação de: Gabito Nunes.
O que aconteceu depois? Nada. Por quê? Não sei, na verdade. Sabe como são esses contatos físicos. A coisa começa de um jeito, meio sem nome, como apenas uma brincadeira, e no fim acaba ficando meio sério porque esse tipo de coisa adulta não deveria ser praticada por duas crianças no quesito “romance”. Não nos apaixonamos, foi isso. Nos demos fantasticamente bem na parte física e mesmo assim decepcionamos nossas almas.
Citação de: Capitule.
Eu apertei o play e coloquei a nossa música pra tocar. Não me pergunte porquê, como, quando… Eu só… Apertei o play. Com apenas um toque a melodia suave voltou a soar e o meu coração se inflou de tudo o que eu jurei jamais sentir. Meu peito agora dói. Meus braços, minha nuca, meus dedos… Tudo dói. E o tudo já doeu antes - incontáveis vezes, por sinal - mas não como agora. A dor não é dor, entende? Porque saudade é dor, angustia é dor, nostalgia é dor…. Isso não é dor. Isso se chama as ruínas quebradas de um castelo onde já habitou amor. Tudo bem, eu sei que já me mudei pra outro reino, outro castelo, outros costumes, outros pseudo-príncipes e tudo mais. Eu sei que acabei com todos os monstros horripilantes que cercavam o meu quase-conto-de-fadas. Eu sei que já superei, me reergui, me restabeleci e me reafirmei. O problema é que destruir um castelo não significa necessariamente que ele vá sumir do mapa. Eu posso dar a volta no planeta, meu caro, não importa: ainda saberei decorado o caminho de volta pra casa. Não interessa quantas vezes eu mate os monstros ou ria dos estragos, eles sempre voltam. Uma hora ou outra, entre o intervalo de uma risada e um choro perdido… O castelo em ruínas aparece pra mim, escondido, no meio dos sonhos ou dos pesadelos cruéis, no centro da realidade ou no centro dos papéis. Eu, agora, estou pisando nas ruínas - tão frias quanto quem anda sobre elas. E o que dói não é ver os meu esforços ali, feito lixo, jogados sem nenhum abrigo, sem nenhum teto, sem nenhum zelo. O que dói, no fundo, meu caro, é não saber mais como reciclar o lixo que eu mesma formei, tornei e fiz. Sabe os monstros horripilantes, dragões que cospem fogo e bruxas malvadas? Estes não existem mais. Só… eu. O monstro é a princesa perdida no reino que se perdeu. O monstro é aquela que não sabe mais amar porque amar qualquer coisa dói pra cacete e ninguém entende. O monstro é aquela que cruza os braços, faz cara feia e mostra o dedo do meio pro primeiro palhaço que disser que a vida pode sim ser magnifica. Magnifica o escambal! Eu digo. É tudo uma grande porcaria! Eu grito. Não adianta, nada adianta… Com isso eu já me acostumei. O que eu não aceito nem nunca vou aceitar em hipótese alguma são essas rasteiras repentinas que o mundo resolve me dar, assim, sem nenhum motivo aparente. Me diz onde foi que eu errei, vai. Tirando a parte em que eu luto pra sobreviver todos os dias, me diz, por favor, que mal há em querer ser feliz?
Aprendi a ignorar muita coisa e isso me fez bem. Muita gente pequena com mente pequena e pensamentos pequenos quiseram fazer com que o meu grande se tonasse minúsculo. Muita gente sem caráter quis transformar o meu em algo descartável. Muita gente com intenções ruins quis me fazer um ser humano podre e sujo, igualzinho a eles. Eu segui o seu conselho de tentar nunca esquecer o quão boa consigo ser, se me permitir. Talvez você fique orgulhoso disso, sei lá. Não sei mais se posso causar orgulho em alguém. O problema é que no meio desse ninho de gato de ignorar pra lá e ignorar pra cá, assim como eu ignorei as coisas ruins, também ignorei as coisas boas. Muita gente bateu na minha porta e eu a tranquei. Muita gente me deu um sorriso e eu reneguei. Muita gente só precisava de um abraço e eu apenas segui reto, firme, com medo de me desequilibrar e colocar tudo a perder. Eu continuei sendo irônica e sarcástica como sempre fui, mas dessa vez como uma espécie de auto defesa inatingível. Tudo o que eu queria, vez ou outra, era respirar fundo e recomeçar tudo de novo. E de novo. E de novo. E de novo até me cansar de recomeçar e apenas fluir, como uma pluma leve ou uma pena no meio do vento suave do litoral. Eu queria ter um número secreto na minha agenda telefônica que não fosse o seu pra ligar e chamar pra ver o nascer do sol em cima das dunas. Eu queria ter um endereço secreto que não fosse o seu pra correr e me esconder por nada, apenas por me esconder. Eu queria ter uma intimidade gigantesca com alguém que não fosse você pra dizer tudo o que eu quero, o que não quero, o que penso e o que não penso. É isso, sabe? Tudo o que eu preciso é de alguém igualzinho a você, mas sem ser você.
Não é drama. Já foi, confesso, muitas vezes apenas drama de criança birrenta querendo atenção, mas hoje não. Eu não quero atenção nem holofotes ou outdoor com o meu nome - por incrível que pareça. Não quero melação, frescurinha, mimos ou coisas do gênero. Seria masoquista demais ou ridículo ao quadrado se eu dissesse que me contento em observar as ruínas do castelo? Porque, de verdade, sentar nos destroços e respirar fundo nunca foi uma opção tão tentadora. Acho que somente assim, digo, voltando ao começo e tendo a absoluta certeza de que é o final, vou poder me deslocar para o presente e pensar, de uma vez por todas, no futuro. É observando como se perdeu a guerra que a gente aprende a enfrentar novas batalhas sem cometer os mesmos erros, não? Acho que sim. No fim das contas, tudo dá empate: a falta de amor e o amor em abundancia brigam constantemente por um espaço que nunca cabe os dois. Não precisa voltar correndo, me ligar desesperado, mandar carta, e-mail ou qualquer sinal de vida. Foi só uma recaída de… Lembranças? Que seja. Foi só um revirar de olhos como quem diz “puta merda, se eu pudesse voltar no tempo…”, sabe? Mas, por bem ou por mal, não posso. Nem quero. Pela primeira vez na vida tenho a certeza de onde deveria estar, quero chegar e pretendo ir. Meus planos estão cada vez mais seguros e meus sonhos cada dia mais alcançáveis. O problema é que o castelo, querendo ou não, continua ali. E eu sempre volto a apertar o play.
Aprendi a ignorar muita coisa e isso me fez bem. Muita gente pequena com mente pequena e pensamentos pequenos quiseram fazer com que o meu grande se tonasse minúsculo. Muita gente sem caráter quis transformar o meu em algo descartável. Muita gente com intenções ruins quis me fazer um ser humano podre e sujo, igualzinho a eles. Eu segui o seu conselho de tentar nunca esquecer o quão boa consigo ser, se me permitir. Talvez você fique orgulhoso disso, sei lá. Não sei mais se posso causar orgulho em alguém. O problema é que no meio desse ninho de gato de ignorar pra lá e ignorar pra cá, assim como eu ignorei as coisas ruins, também ignorei as coisas boas. Muita gente bateu na minha porta e eu a tranquei. Muita gente me deu um sorriso e eu reneguei. Muita gente só precisava de um abraço e eu apenas segui reto, firme, com medo de me desequilibrar e colocar tudo a perder. Eu continuei sendo irônica e sarcástica como sempre fui, mas dessa vez como uma espécie de auto defesa inatingível. Tudo o que eu queria, vez ou outra, era respirar fundo e recomeçar tudo de novo. E de novo. E de novo. E de novo até me cansar de recomeçar e apenas fluir, como uma pluma leve ou uma pena no meio do vento suave do litoral. Eu queria ter um número secreto na minha agenda telefônica que não fosse o seu pra ligar e chamar pra ver o nascer do sol em cima das dunas. Eu queria ter um endereço secreto que não fosse o seu pra correr e me esconder por nada, apenas por me esconder. Eu queria ter uma intimidade gigantesca com alguém que não fosse você pra dizer tudo o que eu quero, o que não quero, o que penso e o que não penso. É isso, sabe? Tudo o que eu preciso é de alguém igualzinho a você, mas sem ser você.
Não é drama. Já foi, confesso, muitas vezes apenas drama de criança birrenta querendo atenção, mas hoje não. Eu não quero atenção nem holofotes ou outdoor com o meu nome - por incrível que pareça. Não quero melação, frescurinha, mimos ou coisas do gênero. Seria masoquista demais ou ridículo ao quadrado se eu dissesse que me contento em observar as ruínas do castelo? Porque, de verdade, sentar nos destroços e respirar fundo nunca foi uma opção tão tentadora. Acho que somente assim, digo, voltando ao começo e tendo a absoluta certeza de que é o final, vou poder me deslocar para o presente e pensar, de uma vez por todas, no futuro. É observando como se perdeu a guerra que a gente aprende a enfrentar novas batalhas sem cometer os mesmos erros, não? Acho que sim. No fim das contas, tudo dá empate: a falta de amor e o amor em abundancia brigam constantemente por um espaço que nunca cabe os dois. Não precisa voltar correndo, me ligar desesperado, mandar carta, e-mail ou qualquer sinal de vida. Foi só uma recaída de… Lembranças? Que seja. Foi só um revirar de olhos como quem diz “puta merda, se eu pudesse voltar no tempo…”, sabe? Mas, por bem ou por mal, não posso. Nem quero. Pela primeira vez na vida tenho a certeza de onde deveria estar, quero chegar e pretendo ir. Meus planos estão cada vez mais seguros e meus sonhos cada dia mais alcançáveis. O problema é que o castelo, querendo ou não, continua ali. E eu sempre volto a apertar o play.
Citação de: Dunkless.
Que verdade dura de ter que aceita que te pedi, por burrice minha ainda. Por diversas mancadas, por diversas vezes que disse coisas impróprias pra hora, quando minha unica atitude deveria ser de ficar quieto e apenas te ouvir. Tinha vários na fila esperando alguma falha minha e fui tão besta que deixei isso acontecer, que deixei te levarem de mim e te levaram pra tão longe.. Já não posso buscar abrigo em ti, já não consigo te ver na neblina da noite e nem nos primeiros raios de sol. Onde as mentiras que te contei se viraram contra mim e agora, estou sentindo na pele o que tu sentiu. Onde as verdades que sempre me contou fugiram da minha boca e dela só sai coisas sem sentido algum, procurando a tua boca para me calar. Onde as cores do arco-íris se tornaram em preto e branco depois da tua partida, onde só nuvens negras e tempestades batem em minha porta. Não adianta me mudar de endereço, a cor você levou na bagagem. Onde letras de musicas não passam de palavras sem rimas e sem sentido nenhum, vagando no meu fone de ouvido sem rumo algum. Dias perdido, horas perdidas tentando explicar a mim mesmo que a partir de agora tenho que viver sem ti, que bebidas e cigarros não vão fazer com que eu esqueça de você. Que burra eu, que devia ter falado menos e escutado mais, dito as coisas que queria falar em papéis e depois guardar na gaveta junto com tuas fotos e cartas que deveria ter te mandado a tempos. Por medo, não sei, deixei de falar as coisas certas nas horas certas, ter sido rebelde nas horas erradas e responsável nas horas certa. Você é um livro que agora detesto ler, um poema sem rimas, versos vagos e uma história que não gosto de contar. É a lembrança que me consome e me faz viciar, que me faz pedir para que o dia acabe e venha a noite para eu sonhar. É um sonho impossível de se realizar, é um desejo que não acaba, é a estrela que insiste em permanecer no céu, mesmo sendo dia. É a rosa que brota no deserto e o jardim que cresce no gelo. É o meu destino, nasci para te amar. Porque não há explicação porque ainda meu coração dispara só de ouvir teu nome, que teu sorriso não saia de minha mente. Tolice a minha eu dizer que te esqueci, minto para mim mesmo pra suporta essa verdade, de tentar encarar o fato de que você não estará mais em meus dias. E eu? Bom, já que ela levou a felicidade, estou bem, estou indo.. Porra, que mentira. Estou perdido aqui, caso me achar, fique com você e não largue mais. Eu morri da pior forma, é aquela morte que tu ainda continua vivo. Vamos lá, agora aceite o que você mesmo provocou, covarde. Assumo, sou covarde mesmo. Não fico me lamentando, vivendo pelos cantos repedindo: porque diabos isso foi acontecer? Não, foi culpa minha mesmo. A gente faz as coisas erradas e nem vê. Mas depois de um tempo eu entendi, que tinha que continuar com ou sem você. O amor tem suas razões, que a própria razão desconhece.



